segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amores Natimortos

Dos restos de Champagne, de músicas, de velas, de olhos profundos.Tantos natimortos quanto gatos de rua pelas esquinas. Dói aquilo que não vingou. Não passamos  de mendigos, fingindo com as quinquilharias de que nada nos antecedeu, nada nos atingiu. Andamos e andamos. Sentamos no fio da calçada e rimos. Mas as reminecências estão ali; caregada nos ombros. Cada ascendente, os cheiros, seus sorrisos, manias disfarçadas. A pele, o olho, a briga, a mão. A camiseta, a covinha, a luva, a pinta. Homens e mulheres do saco. Mal sabiam os pais que o medo era outro: "Eu tenho medo de crescer" ele dizia, de ombros livres e encolhidos".

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