LUXÚRIA
Ela ridicularizou meu pequeno JK e minhas roupas mofadas de carne em espera. Exibi os pratos de porcelana e guardanapos caros para esconder meus olhos de plástico.
Enfiei nela os quatro dedos do meu garfo. Cortei-a ao meio com a carne da minha faca, carne que prende entre os dentes, charque. Calei sua boca. Deixei escorrer para além dela, provocando seu alcoolismo.
Quebraríamos os pratos aquela noite.
*Em co autoria com colegas do curso Sete pecados
AVAREZA
Mísero Miserável
Almejava porquinho da índia
Deram-lhe um de lata
TUM... TUM.... TUM....TUM....
"Sacuda as moedas!!!" " Raspe as panelas!!!!"
Um grão de arroz, um centavo
Um punhado de conchinhas do mar
Livros mofados, as roupas que seus filhos já usaram
Tudo guardado!
Corta os excessos.
Conte as contas... "Conta!"
No casamento, conta conjunta
Todos pedacinhos dele; a cacofonia em pessoa
Entalados, enlatados, embalados à vácuo.
Sob sofás de madeira, cama e mesa
No banco, a poupança.
No banco da praça, a única lembrança:
Tio Patinhas de plástico, esquecido pela criança.
A punição pelo pecado?
Vara de marmelo, esperando-o atrás do baú da casa.
Hoje, é conhecido, como o maior economizador de lágrimas.
Amiga, fizeste um belo caldo!
ResponderExcluirADOREI...
Essa liberdade que a Luxúria nos dá é realmente inspiradora. Fiquei molhada, digo, inspirada! Hahahahahahahahahahahaha!
ResponderExcluirEu amei teus textos, aqui eles parecem mais leves do que tua interpretação voraz, mas ambos me causam satisfação.
:*