quinta-feira, 3 de março de 2011

EVA

Hora de parar com cafés e cigarros;


Cafés sempre amargos.


Se iludir com adoçantes e mentolados.


Quanto tempo! Quando eles passaram de mãos em dedos, boca em línguas.


Bejeio-o, despeça-se e morra.


Morre! Essa vulgar elegância.... A redundância e as travestidas do luar


Coloque então um vaso sobre a mesa, prepare um banho de banheira e me passe paz


Mostre que a vida é de cada suspiro de se aceitar o que dizem ser vivo e não do que um dia pude amar:




Estradas sem placas, espuma branca demasiada gelada e a pintura da manhã manchada na face onde carreguei as estrelas...Aí, essa felicidade! Andando de balanço com os braços esticados como se a pudesse encostar. Talvez ela fosse o fúlgaz zumbido, perto do ouvido, dizendo baixinho. “É tão bom brincar ”.




Eram os reis do apocalipse ou o banquete de Bacco. Nunca, o orgulho de conseguir uma foto no porta retrato:


Luz de velas, livros sobre a cama, unicórnios no meu quarto onírico. Espaço para o lençol branco, a cara lavada e a mente clara.

Então coloque um sorriso no rosto, certo de estar aqui ao silenciar. Olhando tranqüilo como se a vida não precisasse ser mais do que isso. Um moicano escondido por nós na hora do banho e um beijo estalado ao se finar. Beijos sem ar, a carne exposta embalada no teu afago sem fôlego e no mais tudo simples, tudo paz.


Mas quase criando asas lá vem o chão a me despertar: São os instantes paralelos, perdidos no sonho de infância ou é a velha maçã mordiscada¿.E então o sussurro chega ao ouvido: A paz, não tem estrada.








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